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FC Barcelona 0-1 Real Madrid.

Em partida válida pela grande final da Copa del Rey, Real Madrid e Barcelona se enfrentaram no estádio Mestalla para decidir o título da competição.

A cidade de Valencia foi tomada por torcedores de ambas as equipes. O clima da final foi sentido por todos os lados, principalmente nas linhas de trem, meio de transporte escolhido por boa parte das torcidas. Além, claro, da chegada até o estádio.

Dentro do palco da final, o que se viu foi um Mestalla divido em dois: Madridistas e culés na expectativa de conquistar a Copa do Rei da Espanha justamente contra o maior rival. E o maior clássico do futebol mundial foi acompanhado por mais de 100 milhões de pessoas ao redor do mundo (140 países no total).


O Real Madrid chegou renovado devido ao empate com um homem a menos no jogo do fim de semana no Santiago Bernabéu pelo campeonato espanhol (1-1) e partiu em busca da taça que não erguia desde a temporada 1992/1993.

Mourinho escalou o time inicial assim: Casillas; Arbelola, Ramos, Carvalho, Marcelo; Pepe, Xabi Alonso, Khedira; Di María, Özil e Cristiano Ronaldo.

O Barcelona chegou para tentar se consolidar na temporada, após ter praticamente garantido o título da liga espanhola com seis rodadas de antecedência.

Guardiola escalou o time inicial assim: Pinto; Alves, Mascherano, Piqué, Adriano; Busquets, Xavi, Iniesta; Pedro, Messi e Villa.

Os 22 jogadores ouviram o Hino Nacional da Espanha mais alto da temporada – decisão tomada pelos organizadores para evitar vaias dos torcedores do Barcelona. Mas isso não impediu que os catalães desrespeitassem o Hino.


Primeiro tempo.

Voltando a apostar em Pepe como central – tática acertada no jogo anterior – Mourinho mudou apenas uma peça em relação ao jogo da Liga: Özil no lugar de Benzema.

Truncado no meio de campo, os primeiros segundos de jogo foram tensos, com ambas as equipes lutando pela posse da bola. No primeiro lance ofensivo, Alves derrubou Cristiano Ronaldo na ponta esquerda e esquentou a decisão. Os madridistas pediram amarelo, mas o brasileiro não viu cartão.

O Real Madrid conseguiu marcar a saída de bola dos adversários e dificultou as jogadas de ataque do rival. Ao contrário do jogo anterior, os madridistas tiveram uma boa posse de bola e várias oportunidades de gol. A primeira chance de ouro veio aos 11min, com um passe de Özil para Cristiano dentro da área, onde o português quase marcou.

Melhor na partida, o time blanco desarmou a maioria das jogadas de ataque contrárias, o que irritou o rival, preso no campo defensivo e no meio de campo.

A partir dos 18min, a situação do Barcelona melhorou e o time culé subiu mais vezes ao ataque, mas sem perigo para Casillas.

Mourinho insistia para que o time madridista mantivesse a calma e explorasse o jogo de forma inteligente. Todavia, a partir dos 20min, o que se via era uma partida totalmente equilibrada e sem mais vantagem para uma única equipe.

Pepe recebeu amarelo aos 25min e foi obrigado a segurar a forte marcação que estava exercendo junto de Khedira sobre Messi e Iniesta (entre outros).

Aos 28min, após um pisão de Arbeloa em Villa, o jogo ficou nervoso e a decisão começou a virar uma “guerra”, mas de forma igualada.

Aos 35min, Piqué perdeu bola no meio de campo e Cristiano Ronaldo aproveitou, correndo com toda velocidade até o gol de Pinto e chutou forte, cruzado, mas o goleiro fez boa defesa e salvou o seu time.

O Barcelona teve duas boas chances antes do fim da primeira etapa, mas a melhor chance do primeiro tempo foi do Real Madrid, aos 44min: Cristiano e Özil tabelaram com maestria perto da linha lateral e o alemão cruzou na área. Pepe subiu de cabeça e acertou a trave. Por muito pouco a bola não entrou.

Pedro também recebeu cartão amarelo.


Segundo tempo.

De volta ao campo, a temática se manteve a mesma, mas o Barcelona encontrou brechas na defesa madridista e assustou os blancos por várias ocasiões.

Os madridistas tiveram dificuldade em acionar Di María e Cristiano, o que deixou o time merengue com poucas ocasiões na segunda etapa. Nos poucos lançamentos em profundidade com perigo, o impedimento parava os jogadores blancos.

Antes dos 60min, o Barcelona já havia atacado mais do que todo o primeiro tempo. Isso obrigou o Real Madrid a fazer mais faltas. Xabi recebeu amarelo após entrada por trás de Messi e preocupou os madridistas.

Aos 63min, Messi também levou amarelo por não deixar Xabi cobrar uma falta com rapidez.

Aos 68min, enquanto Mourinho preparava uma substituição, Pedro marcou um gol e saiu comemorando. Para sorte dos madridistas, o jogador estava impedido e o gol foi devidamente anulado. Em seguida, Adebayor entrou no lugar de Özil.

Em sua primeira participação, o togolês recebeu amarelo por um empurrão em Mascherano.

O Barcelona teve duas grandes chances aos 74min. Em ambas as jogadas, Casillas fez grande defesa e salvou os madridistas.

Faltando 10min para o fim, o Barcelona tinha o controle da partida, mas o Real Madrid não deixou de acreditar e seguiu buscando o seu momento de contra-atacar. A dificuldade era que por muitos minutos, os onze madridistas ficavam atrás da linha do meio de campo.

Em suas poucas subidas ao ataque, Di María – que ajudava na marcação – recebeu amarelo após colocar a mão na bola.

Adebayor levou perigo faltando alguns minutos para o fim. O atacante carregou a bola até a intermediária e serviu Cristiano na entrada da área. Porém, o togolês demorou um pouco para tocar e o português estava impedido.

Aos 89min, Di María subiu bem, arriscou de direita de fora da área e obrigou Pinto a espalmar uma bola no ângulo. Foi o melhor lance dos madridistas no segundo tempo.


Prorrogação (1° t).

O Barcelona teve o domínio do campo e jogou boa parte desta etapa ao redor da área blanca. No entanto, a maioria dos lances terminava na linha de fundo ou em impedimento.

Cristiano Ronaldo foi a esperança do Real Madrid. Aos 98min, o português chutou cruzado após ganhar lance em velocidade e a bola passou rente à trave.

E foi do brilho do craque de Portugal que o Real Madrid fez história: aos 102min, Marcelo e Di María tabelaram e o argentino cruzou na área. Cristiano Ronaldo subiu mais do que todos e marcou um golaço de cabeça. O gol do título.


Prorrogação (2° t).

Com Granero no lugar de Khedira, os madridistas tentaram administrar a vantagem, enquanto seguravam os ataques do Barcelona.

Os catalães tinham a posse de bola, mas não passavam da defesa merengue, que no fim da partida se mostrou mais forte do que nunca.

Antes do fim, Garay entrou no lugar de Carvalho, Di María foi expulso (dois amarelos) e Adebayor e Cristiano quase marcaram o segundo gol.

No fim, se ouviu o grito de campeão de um time guerreiro e inteligente.


Melhores momentos:

Casillas em Cibeles:

Ramos derrubando a taça:

Hino do Real Madrid na praça:

O Real Madrid vence o segundo dos quatro duelos e se sagra campeão da Copa do Rei da Espanha após 18 anos sem vencer o torneio. Um momento marcante e emocionante para jogadores e torcedores que nunca deixaram de acreditar na vitória.

K.S. Gramozi Ersekë 1-2 Real Madrid.

No meio da disputa do campeonato espanhol, o Real Madrid foi até a Albânia para jogar uma partida amistosa contra o Gramozi Ersekë, no Estádio Nacional de Tirana (Qemal Stafa Stadium), localizado na capital do país. A disputa foi válida pelo torneio amistoso 'Taçi Oil Cup', organizado pelo petroleiro milionário Rezart Taçi, pelo qual o clube blanco recebeu cerca de 2 milhões de euros (saiba mais sobre o torneio, o petroleiro, o dinheiro envolvido e outras coisas mais na postagem anterior do blog).

Manuel Pellegrini, levando todos os disponíveis para o amistoso, deixando de lado as bases novamente, escalou o time assim: Dudek; Ramos, Metzelder, Garay, Gago, Granero, Guti, Marcelo, Kaká, Cristiano Ronaldo e Raúl. As boas novidades foram os retornos de Raúl e Guti ao time titular. Sem contar Granero, outro espanhol da casa.

De virada, o Real Madrid conquistou o troféu 'Taçi Oil Cup' numa partida desnecessária.

Primeiro tempo: O time da casa surpreendeu logo aos 2min de jogo com um cruzamento e um gol de cabeça sem marcação da defesa madridista. Um gol rápido, para festa da torcida presente. O Real Madrid começou a jogar, mas errava os passes, que sempre vinham ou muito forte ou muito fraco. A primeira chance de gol veio de um chute de direita de Raúl, mas saiu fraco. Os ataques começaram a chegar a partir dos 15min. Cristiano numa boa cobrança de falta e Raúl numa jogada coletiva, que resultou em escanteio.

Gramozi, até os 25min de jogo, estava melhor em campo. A impressão é que víamos um Real Madrid da pré-temporada, quando os jogadores não jogavam com tanta disposição e não se conheciam o suficiente. Kaká, que deveria ser o criador e o maestro há muito tempo, rendia conforme na La Liga, ou seja, nada. Aos 31min quase veio o gol de empate. Numa cobrança de escanteio, a bola sobrou para Raúl, que chutou de primeira, mas o goleiro salvou em cima da linha. Mas o gol de empate chegou aos 36min, quando Cristiano cruzou na cabeça de Kaká, que empurrou para dentro do gol. Após o gol, o Real correu mais.

Aos 42min, quase veio a virada. Guti lançou Cristiano dentro da área. O português tentou mandar de cobertura, mas a bola saiu. Cristiano foi alvo de vaias da torcida, como é de costume em outros estádios e recebeu várias faltas. Mas os blancos perdiam as oportunidades de cruzamento, pois a bola sempre passava do alvo. A última chance veio de Raúl, que tentou marcar de cobertura, quase marcou, mas o goleiro fez uma boa defesa.


Melhores momentos do primeiro tempo.

Segundo tempo: A segunda etapa começou com muito tempo de atraso, por conta de problemas no sistema de iluminação do estádio. Enquanto aguardavam no escuro, os madridistas precisavam continuar aquecendo, para evitar quaisquer perigos de lesões musculares. Quando a luz voltou, Pellegrini colocou outros jogadores em campo. Entraram: Arbeloa, Albiol e Benzema. Saíram: Ramos, Garay e Kaká.

Raúl teve uma grande chance aos 51min. O capitão cortou e chutou, mas o chute saiu fraco e o goleiro defendeu. Mais uma chance de Raúl na partida, mas faltou precisão. A qualidade no toque de bola, porém, melhorou com a saída de Kaká. O jogo ficou mais rápido com Guti comandando o meio, junto de Granero, Raúl e Cristiano. Mas a pontaria continuou prejudicando os merengues. As jogadas eram criadas, mas as finalizações saiam sempre fora do alvo. Um dos fatores que contribuíram para isto foi o estado do gramado, que estava péssimo. O famoso morrinho-artilheiro se tornou o morrinho-zagueiro.

Com dificuldades para controlar a bola, o Real Madrid caia pelas pontas do campo e utilizava os toques rápidos pelo meio, mas o campo prejudicava as jogadas e o time da casa tinha ganas de vencer e defender. De tanto atacar, os madridistas conseguiram finalmente ficar na frente do placar. Aos 81min, num passe com muita classe de Guti para Benzema, o francês recebeu dentro da área e mandou para as redes, virando o jogo para o Real Madrid. No mesmo minuto, Lass entrou no lugar de Marcelo. A partida se manteve igual.


Melhores momentos do segundo tempo.

O Real Madrid pensa agora na La Liga, pois há um jogo importante válido pela 19° rodada do campeonato espanhol, o último jogo do 1° turno, contra o Málaga, no Santiago Bernabéu. O Real Madrid precisa diminuir a diferença de 5 pontos para o Barcelona.

O dia seguinte: Veja como repercutiu o apagão nos jornais da Albânia no dia seguinte ao jogo, as fotos do grande dia em Tirana, os bastidores da partida e o capitão Raúl González Blanco levantando o troféu: 90 minutos de jogo; 90 minutos de apagão.

O 7° Título do Real Madrid na Champions League.

La Séptima: O título conquistado na UEFA Champions League 1997/1998. Após 32 anos sem conquistar a Liga dos Campeões, o Real Madrid, numa partida muito emocionante contra a Juventus da Itália, se sagrou campeão da europa pela sétima vez. O placar foi magro, 1 a 0, mas foi mais um dos feitos históricos do clube.

Predrag Mijatović foi o herói da partida, ao marcar o gol da vitória no Amsterdam Arena. Mas a equipe foi guerreira, lutou os 90 minutos. A escalação da partida foi esta daqui: Illgner; Panucci, Hierro, Sanchis, Roberto Carlos; Karembeu, Seedorf, Redondo, Raúl (Amavisca m.47); Morientes (Jaime m.84) e Mijatović (Suker m.88).

Os madridistas comemoram La Séptima.

A Juventus contava com grandes jogadores, como o maestro Zidane e Del Piero. O que oferecia muita elegância e qualidade de bola para os seus companheiros. Mas a defesa madridista estava sólida. Hierro fez uma boa partida. Raúl e Mijatović colocaram medo na defesa italiana e tiveram duas grandes chances de gol.

Ao longo do jogo o Real Madrid viu que era superior a Juventus e Mijatović fez o gol do título numa partida vibrante, aproveitando um dos poucos erros do adversário, dando o sétimo troféu da Champions League para o Real Madrid. Já na reta final do jogo, o goleiro Bodo Illgner, veterano, já no fim do seu ciclo no futebol, deu segurança à equipe.

Vídeo emocionante do 7° Título da UEFA Champions League.

Títulos do Real Madrid.

Confira a lista de todos os Títulos do Real Madrid na história:

Internacionais:

  • Copa Intercontinental: 3 (1960, 1998 e 2002).
  • UEFA Champions League: 9 (1955/56, 1956/57, 1957/58, 1958/59, 1959/60, 1965/66, 1997/98, 1999/00 e 2001/02).
  • Copa da UEFA: 2 (1984/85 e 1985/86).
  • Supercopa Européia: 1 (2002).

Nacionais:
  • Campeonato Espanhol: 31 (1931/32, 1932/33, 1953/1954, 1954/1955, 1956/1957, 1957/1958, 1960/1961, 1961/1962, 1962/1963, 1963/1964, 1964/1965, 1966/1967, 1967/1968, 1968/1969, 1971/1972, 1974/1975, 1975/1976, 1977/1978, 1978/1979, 1980/1981, 1985/1986, 1986/1987, 1987/1988, 1988/1989, 1989/1990, 1994/1995, 1996/1997, 1999/01, 2002/03, 2006/07 e 2007/08).
  • Copa da Espanha: 18 (1904/05, 1905/06, 1906/07, 1907/08, 1916/17, 1933/34, 1935/36, 1945/46, 1946/47, 1961/62, 1969/70, 1973/74, 1974/75, 1979/80, 1981/82, 1988/89, 1992/93 e 2010/11).
  • Supercopa da Espanha: 8 (1988, 1989, 1990, 1993, 1997, 2001, 2003 e 2008).
  • Copa Eva Duarte: 1 (1947).
  • Copa da Liga Espanhola: 1 (1984/85).

Outros:
  • Copa Latina: 2 (1955 e 1957).
  • Pequena Taça do Mundo: 2 (1952 e 1956).
  • Taçi Oil Cup: 1 (2010).

* Títulos que possuem link é porque há uma postagem referente ao mesmo.

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Nome: Real Madrid Club de Fútbol.
Apelidos: merengues, blancos...
Fundação: 1902.
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Adversário: Valencia.
Dia: 19/11/11 (sábado).
Hora: 19:00 (horário de Brasília).
Estádio: Mestalla.
Jogo anterior: Osasuna (7-1).

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