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Copa del Rey 2011/2012: Tabela.

Confira os jogos do Real Madrid na Copa do Rei da Espanha:


16 avos de final:
  • 13.12.11 | Ponferradina – Real Madrid
  • 21.12.11 | Real Madrid – Ponferradina
Oitavas de final:

(...)

José Mourinho, o Rei de Copas.

O treinador português José Mourinho já está na história do Real Madrid. Levou a equipe merengue ao título da Copa del Rey – torneio ao qual os blancos não venciam há 18 anos – justamente contra o maior rival, o Barcelona (0-1).

Se já não bastasse isso, o técnico madridista se consagrou como o “Rei de Copas”, tornando-se o primeiro treinador na história a conquistar as Copas de Portugal, da Inglaterra, da Itália e da Espanha, completando um “poker” no futebol mundial.

O primeiro destes títulos foi conquistado na temporada 2002/2003, com o Porto de Portugal. Depois, não parou: na temporada 2006/2007 com o Chelsea da Inglaterra; na temporada 2009/2010, com a Inter da Itália; e por fim, na temporada 2010/2011, com o Real Madrid da Espanha.

Mourinho só perdeu uma final de Copa: em 2004, contra o Benfica. Ou seja, conquistou 80% das finais de Copa que disputou. Números de um grande treinador.

Para se ter uma idéia da grandiosidade deste feito, nenhum treinador na história conseguiu chegar aonde o português chegou (4 Copas em 4 países diferentes).

Van Gaal conquistou em três: Holanda, Espanha e Alemanha; Bobby Robson, também em três: Inglaterra, Portugal e Espanha. Helenio Herrera (com três) e Alex Ferguson (com dois) também não alcançam a marca de José Mourinho.

Em se tratando de Real Madrid, também não há um treinador que atingiu este feito; confira os treinadores madridistas que ganharam Copas com mais de um país:
  • José Mourinho: Portugal, Inglaterra, Itália e Espanha.
  • Vujadin Boskov: Holanda, Itália e Espanha.
  • Benjamin Toshack: País de Gales, Espanha e Turquía.
  • Miljan Miljanic: Yugoslávia e Espanha.
 José Mourinho é o verdadeiro Rei de Copas.

O primeiro título de Adebayor.


O togolês Emmanuel Adebayor chegou para ser o ‘9’ do Real Madrid após a lesão de Higuaín (leia a matéria completa aqui). E o tempo fez bem ao atacante. Marcou dois gols diante do Tottenham no Bernabéu, classificou o Real Madrid às semifinais da Champions e recebeu o carinhoso apelido de “Manolito” pela torcida madridista.

Há um dado curioso em relação a este jogador. Jogou em grandes clubes (Mônaco, Arsenal, City), chegou a duas finais de Champions e fez parte de elencos que lutam por títulos todas as temporadas. Porém, nunca havia conquistado um título.

A Copa del Rey foi o seu primeiro caneco. Um prêmio para uma pessoa de sorte, que foi chamado de “problemático” por várias pessoas e teve um momento difícil na vida, quando sofreu um atentado terrorista junto de sua seleção, na África (saiba mais sobre isso na matéria acima).

É sim uma pessoa de sorte. Após tudo isso, chegou ao Real Madrid, conquistou o seu espaço com humildade e paciência. E o mais importante: sempre sorrindo.

Foi à Cibeles com seus companheiros celebrar o título. Sua primeira celebração.

Ainda, há a chance de chegar à sua terceira final da Champions. Sua participação no torneio europeu já está marcada, graças a sua grande partida nas quartas de final.

Adebayor chegou por empréstimo de seis meses, mas a cada dia que passa, mostra que quer fazer parte deste grupo na próxima temporada. Quer ser contratado. E se depender dos madridistas, certamente será contratado em definitivo no meio do ano.

Grande, Manolito.

FC Barcelona 0-1 Real Madrid.

Em partida válida pela grande final da Copa del Rey, Real Madrid e Barcelona se enfrentaram no estádio Mestalla para decidir o título da competição.

A cidade de Valencia foi tomada por torcedores de ambas as equipes. O clima da final foi sentido por todos os lados, principalmente nas linhas de trem, meio de transporte escolhido por boa parte das torcidas. Além, claro, da chegada até o estádio.

Dentro do palco da final, o que se viu foi um Mestalla divido em dois: Madridistas e culés na expectativa de conquistar a Copa do Rei da Espanha justamente contra o maior rival. E o maior clássico do futebol mundial foi acompanhado por mais de 100 milhões de pessoas ao redor do mundo (140 países no total).


O Real Madrid chegou renovado devido ao empate com um homem a menos no jogo do fim de semana no Santiago Bernabéu pelo campeonato espanhol (1-1) e partiu em busca da taça que não erguia desde a temporada 1992/1993.

Mourinho escalou o time inicial assim: Casillas; Arbelola, Ramos, Carvalho, Marcelo; Pepe, Xabi Alonso, Khedira; Di María, Özil e Cristiano Ronaldo.

O Barcelona chegou para tentar se consolidar na temporada, após ter praticamente garantido o título da liga espanhola com seis rodadas de antecedência.

Guardiola escalou o time inicial assim: Pinto; Alves, Mascherano, Piqué, Adriano; Busquets, Xavi, Iniesta; Pedro, Messi e Villa.

Os 22 jogadores ouviram o Hino Nacional da Espanha mais alto da temporada – decisão tomada pelos organizadores para evitar vaias dos torcedores do Barcelona. Mas isso não impediu que os catalães desrespeitassem o Hino.


Primeiro tempo.

Voltando a apostar em Pepe como central – tática acertada no jogo anterior – Mourinho mudou apenas uma peça em relação ao jogo da Liga: Özil no lugar de Benzema.

Truncado no meio de campo, os primeiros segundos de jogo foram tensos, com ambas as equipes lutando pela posse da bola. No primeiro lance ofensivo, Alves derrubou Cristiano Ronaldo na ponta esquerda e esquentou a decisão. Os madridistas pediram amarelo, mas o brasileiro não viu cartão.

O Real Madrid conseguiu marcar a saída de bola dos adversários e dificultou as jogadas de ataque do rival. Ao contrário do jogo anterior, os madridistas tiveram uma boa posse de bola e várias oportunidades de gol. A primeira chance de ouro veio aos 11min, com um passe de Özil para Cristiano dentro da área, onde o português quase marcou.

Melhor na partida, o time blanco desarmou a maioria das jogadas de ataque contrárias, o que irritou o rival, preso no campo defensivo e no meio de campo.

A partir dos 18min, a situação do Barcelona melhorou e o time culé subiu mais vezes ao ataque, mas sem perigo para Casillas.

Mourinho insistia para que o time madridista mantivesse a calma e explorasse o jogo de forma inteligente. Todavia, a partir dos 20min, o que se via era uma partida totalmente equilibrada e sem mais vantagem para uma única equipe.

Pepe recebeu amarelo aos 25min e foi obrigado a segurar a forte marcação que estava exercendo junto de Khedira sobre Messi e Iniesta (entre outros).

Aos 28min, após um pisão de Arbeloa em Villa, o jogo ficou nervoso e a decisão começou a virar uma “guerra”, mas de forma igualada.

Aos 35min, Piqué perdeu bola no meio de campo e Cristiano Ronaldo aproveitou, correndo com toda velocidade até o gol de Pinto e chutou forte, cruzado, mas o goleiro fez boa defesa e salvou o seu time.

O Barcelona teve duas boas chances antes do fim da primeira etapa, mas a melhor chance do primeiro tempo foi do Real Madrid, aos 44min: Cristiano e Özil tabelaram com maestria perto da linha lateral e o alemão cruzou na área. Pepe subiu de cabeça e acertou a trave. Por muito pouco a bola não entrou.

Pedro também recebeu cartão amarelo.


Segundo tempo.

De volta ao campo, a temática se manteve a mesma, mas o Barcelona encontrou brechas na defesa madridista e assustou os blancos por várias ocasiões.

Os madridistas tiveram dificuldade em acionar Di María e Cristiano, o que deixou o time merengue com poucas ocasiões na segunda etapa. Nos poucos lançamentos em profundidade com perigo, o impedimento parava os jogadores blancos.

Antes dos 60min, o Barcelona já havia atacado mais do que todo o primeiro tempo. Isso obrigou o Real Madrid a fazer mais faltas. Xabi recebeu amarelo após entrada por trás de Messi e preocupou os madridistas.

Aos 63min, Messi também levou amarelo por não deixar Xabi cobrar uma falta com rapidez.

Aos 68min, enquanto Mourinho preparava uma substituição, Pedro marcou um gol e saiu comemorando. Para sorte dos madridistas, o jogador estava impedido e o gol foi devidamente anulado. Em seguida, Adebayor entrou no lugar de Özil.

Em sua primeira participação, o togolês recebeu amarelo por um empurrão em Mascherano.

O Barcelona teve duas grandes chances aos 74min. Em ambas as jogadas, Casillas fez grande defesa e salvou os madridistas.

Faltando 10min para o fim, o Barcelona tinha o controle da partida, mas o Real Madrid não deixou de acreditar e seguiu buscando o seu momento de contra-atacar. A dificuldade era que por muitos minutos, os onze madridistas ficavam atrás da linha do meio de campo.

Em suas poucas subidas ao ataque, Di María – que ajudava na marcação – recebeu amarelo após colocar a mão na bola.

Adebayor levou perigo faltando alguns minutos para o fim. O atacante carregou a bola até a intermediária e serviu Cristiano na entrada da área. Porém, o togolês demorou um pouco para tocar e o português estava impedido.

Aos 89min, Di María subiu bem, arriscou de direita de fora da área e obrigou Pinto a espalmar uma bola no ângulo. Foi o melhor lance dos madridistas no segundo tempo.


Prorrogação (1° t).

O Barcelona teve o domínio do campo e jogou boa parte desta etapa ao redor da área blanca. No entanto, a maioria dos lances terminava na linha de fundo ou em impedimento.

Cristiano Ronaldo foi a esperança do Real Madrid. Aos 98min, o português chutou cruzado após ganhar lance em velocidade e a bola passou rente à trave.

E foi do brilho do craque de Portugal que o Real Madrid fez história: aos 102min, Marcelo e Di María tabelaram e o argentino cruzou na área. Cristiano Ronaldo subiu mais do que todos e marcou um golaço de cabeça. O gol do título.


Prorrogação (2° t).

Com Granero no lugar de Khedira, os madridistas tentaram administrar a vantagem, enquanto seguravam os ataques do Barcelona.

Os catalães tinham a posse de bola, mas não passavam da defesa merengue, que no fim da partida se mostrou mais forte do que nunca.

Antes do fim, Garay entrou no lugar de Carvalho, Di María foi expulso (dois amarelos) e Adebayor e Cristiano quase marcaram o segundo gol.

No fim, se ouviu o grito de campeão de um time guerreiro e inteligente.


Melhores momentos:

Casillas em Cibeles:

Ramos derrubando a taça:

Hino do Real Madrid na praça:

O Real Madrid vence o segundo dos quatro duelos e se sagra campeão da Copa do Rei da Espanha após 18 anos sem vencer o torneio. Um momento marcante e emocionante para jogadores e torcedores que nunca deixaram de acreditar na vitória.

2011/2012.

Acompanhe as principais novidades do Real Madrid na temporada 2011/2012, a segunda era dos madridistas sob o comando de José Mourinho.

Novembro 2011.
Outubro 2011.
Setembro 2011.
Agosto 2011.
Julho 2011.
Junho 2011.
Maio 2011.
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    Relembre: 2010/2011.
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    Real Madrid x Barcelona: 4 clássicos em 18 dias.


    A temporada 2010/2011 trouxe uma grande surpresa para as duas melhores equipes da Espanha: 4 confrontos entre os clubes em uma diferença de apenas 18 dias.
    Os torcedores de ambas as equipes recordarão por muito tempo deste momento.

    Os desafios do mês: Tottenham e Barcelona.


    Após superar o fantasma das oitavas e chegar às quartas de final da Champions, o Real Madrid se viu na expectativa de lutar pelos três títulos da temporada. Porém, abril não começou bem para os madridistas, visto que no primeiro jogo do mês, o clube blanco perdeu para o Sporting de Gijón em pleno Santiago Bernabéu.

    Com o provável adeus ao título do campeonato espanhol, as atenções se voltaram à Liga dos Campeões e a seu próximo adversário na máxima competição européia: o Tottenham Hotspur, time do ex-madridista Van der Vaart.

    Além, claro, da expectativa de vencer o Barcelona pelo menos uma vez na temporada. Mais precisamente no dia 20 de abril, no Clássico ‘del Rey’.

    Real Madrid e Barcelona também irão se enfrentar na liga espanhola, mas perante a diferença de oito pontos na tabela, o clássico do returno no Bernabéu perdeu importância na questão da briga pelo título e passou a ser apenas uma “revanche” em relação à goleada de 5 a 0 no primeiro turno no Camp Nou.

    E se o Barcelona é o líder do campeonato espanhol e possível adversário do Real Madrid nas semifinais da Champions (caso ambos passem das quartas), o Tottenham é uma das maiores surpresas do torneio europeu. Os ‘Spurs’ (como também são conhecidos) deixaram a Internazionale em segundo lugar na fase de grupos, se classificando às oitavas em primeiro lugar do Grupo A.

    Além disso, terminaram a primeira fase como os maiores goleadores da competição (ao lado do Arsenal), com 18 gols marcados.

    Nas oitavas, tiveram a proeza de vencer o AC Milan em pleno San Siro (0-1) e puderam decidir a classificação em casa, apenas segurando o resultado. Uma missão difícil, já que o time italiano causou grandes transtornos à defesa inglesa.

    Retrospecto.

    Real Madrid e Tottenham já se enfrentaram na Europa em outrora. Na ocasião (temporada 1984/1985), o clube merengue superou os ingleses nas quartas de final da competição com uma vitória na Inglaterra (0-1) e um empate sem gols no Bernabéu.

    A melhor campanha do Tottenham.

    Esta é a segunda vez que o Tottenham participa da Champions. Na primeira vez – no início dos anos 60 – fizeram uma ótima campanha e chegaram até as semifinais do torneio, perdendo para o Benfica de Eusébio, ao qual seria o campeão daquele ano.

    Os craques rivais.

    O Real Madrid sabe que para enfrentar o Barcelona, não pode deixar que Xavi e Iniesta criem, pois os jogadores de frente, como Pedro e Villa – além de Messi, claro – decidem. Com o Tottenham, os madridistas precisam ficar de olho no conhecido Van der Vaart e em Gareth Bale, jogador que iniciou a temporada como lateral e passou a jogar mais avançado.

    Em abril...

    Higuaín x Benzema x Adebayor.

    Até o ano passado, o Real Madrid só contava com um grande atacante: Gonzalo Higuaín. Na época, era o ponto de referência do time merengue, enquanto Karim Benzema era apenas o seu reserva. Entretanto, o argentino se machucou e as atenções voltaram-se ao francês.

    Insatisfeito, José Mourinho cobrou a contratação de outro atacante. Florentino Pérez trouxe Emmanuel Adebayor. O togolês chegou para ser o ‘9’ da equipe. E em suas primeiras partidas, se destacou, inclusive marcando na estréia no Bernabéu.


    No entanto, a presença de Adebayor despertou Benzema. A aparição do ex-jogador do Manchester City, somado com os trabalhos psicológicos que Mourinho fez com o ex-jogador do Lyon, resultaram em um novo Karim no ataque do Real Madrid.

    Acostumados a ver o francês lento em campo, se arrastando e perdendo o foco, os torcedores começaram a ver outro jogador: rápido, eficiente e muito mais leve.

    O treinador madridista, então, utilizou os dois atacantes em algumas partidas. Os resultados foram bons. Benzema teve melhor proveito, mas Adebayor ajudou e muito como pivô, abrindo mais espaço ao seu companheiro de ataque.

    Em jogos onde optou por uma formação com um atacante, Mourinho escalou Benzema. Com uma ótima média goleadora – ao qual cresceu repentinamente – Karim chegou a marcar 8 gols em 5 jogos, ganhando de vez a titularidade no Mou Team.

    Adebayor, por sua vez, tornou-se uma alternativa, uma espécie de estratégia do técnico português para determinados momentos das partidas. E vale lembrar que ambos os jogadores demonstraram em entrevistas suas satisfações pelos seus papéis na equipe.

    Neste meio tempo, Higuaín voltou a treinar e começaram as especulações de quem iria ser o titular. Em entrevista ao Real Madrid TV, o argentino comentou que ficou muito feliz de ver a evolução de Benzema, junto com toda a equipe do Real Madrid.

    Higuaín, sem dúvida nenhuma, voltará para recuperar o seu posto. Foram anos de sacrifício até chegar ao topo. No entanto, buscará o seu espaço com calma, até encontrar a forma física ideal. Nos primeiros treinos com o Castilla na última semana, chegou a marcar dois gols e ainda concedeu uma assistência em uma mini-partida com os jovens.

    O Benzema sonolento de antigamente sumiu. O Benzema de hoje está bem acordado e não cederá a titularidade tão facilmente.

    Por fora, Adebayor continuará à disposição de Mourinho para o que der e vier. Tratará de mostrar o seu valor para assim lhe contratarem em definitivo ao fim da temporada (o seu contrato é de apenas 6 meses). É a sua busca e meta.

    Os três atacantes estarão disponíveis para ajudar a equipe na luta pelos três títulos. A volta de Higuaín será justo na reta final, em um momento decisivo da temporada.

    Há tempos o Real Madrid não tinha uma briga tão boa e sadia pelo ataque. Da última vez, Raúl, Nistelrooy e o próprio Higuaín brilharam juntos nos dois títulos consecutivos do Real Madrid no campeonato espanhol. “Pipita” é o único remanescente.

    Benzema está marcando como nunca.


    O francês Karim Benzema está vivendo a sua melhor fase desde que chegou ao Real Madrid. Até o momento, o atacante leva 21 gols na temporada.

    Nas últimas 5 partidas, marcou em todas: 2 vezes contra o Hércules, 2 vezes contra o Racing, 2 vezes contra o Málaga e 1 vez contra o Lyon (sendo que marcou também no jogo de ida). Além do gol contra o Atlético de Madrid.

    Apenas Cristiano Ronaldo, Messi e Rossi levam mais gols que Benzema atualmente. David Villa está empatado com o francês: ambos estão com 21 tentos.

    Um trabalho psicológico excepcional que Mourinho fez com Benzema.

    A genialidade de Özil.

    Mesut Özil chegou ao Real Madrid como o ‘8’ que faltava na equipe desde muitos anos após ser uma das grandes revelações da Copa do Mundo na África do Sul. E não precisou de muito tempo para cair nas graças da torcida. Assumiu o seu posto na equipe de Mourinho e formou o ‘trio de ouro’ ao lado de Cristiano e Di María.

    Özil beijando o escudo do Real Madrid.

    Em uma entrevista em novembro de 2010, revelou os motivos que o levaram até a equipe blanca e a torcida pôde conhecê-lo um pouco mais. Mas foi dentro de campo que deixou a sua melhor impressão, se adaptando rapidamente ao time e ao país, sem se deixar levar pela pressão que costuma atingir muitos jogadores no começo.

    Após boas apresentações com dribles, passes, gols e ‘flutuando’ em campo, Özil só teve um desafio a superar: a regularidade. Se de um lado era destaque na maioria das partidas, do outro tinha um ligeiro ‘apagão’, principalmente fora de casa. Mas para alegria da torcida, superou este desafio, deixando de ser uma revelação para tornar-se uma realidade, um novo ídolo do Real Madrid.

    Com uma classe fora de série, Özil se consagrou como o ‘rei das assistências’ do time merengue, algo já previsto no último parágrafo da coluna Özil, o “8” que faltava no Real Madrid. Após o fim da 22° rodada da La Liga no dia 6 de fevereiro de 2011 – o jogo seguinte após o gesto da foto acima na Copa del Rey, onde beijou o escudo do clube – os números do craque alemão eram estes: 8 assistências e 5 gols na Liga; 3 assistências e 1 gol na Champions; 1 assistência e 3 gols na Copa del Rey.

    Ou seja, 12 assistências e 9 gols contando todas as competições, sendo ao todo pouco mais de 2.500 minutos jogados. Números de um genial jogador, que passou de ‘camisa 8’ para ‘camisa 10’ da equipe em pouquíssimo tempo. Apesar de usar a ‘23’, já é tido em Madrid como o ‘novo 10 blanco’.

    Tal ascensão lhe deu tanta confiança, que independente do lugar que o treinador lhe coloca em campo e de quem seja escalado, sempre encontra o seu espaço para garantir a sua posição. Isto se dá graças ao seu estilo e visão de jogo, um talento que lhe dá condições de se sobressair tanto em velocidade quanto em espaços curtos.


    Confira o seu estilo de jogo em partidas recentes.

    A genialidade de Özil, com apenas 22 anos, encantou o Bernabéu e deixou claro que o Real Madrid conta com um jogador único, que apesar de já ter chegado a um grande nível, ainda tem tempo para alcançar patamares ainda maiores.

    Se vai se tornar um novo Zidane, um gênio incompreendido ou uma definição ainda desconhecida, não se sabe, mas certamente será um futuro Bola de Ouro.

    O Clássico 'del Rey'.

    21 anos depois, Real Madrid e Barcelona voltam a se cruzar na final da Copa del Rey, o torneio que ficou esquecido por um longo tempo no fundo do baú do clube blanco.

    Os madridistas no último degrau antes da final.

    A última vez que o Real Madrid chegou à final da competição foi há 7 anos, quando perdeu a decisão da temporada 2003/2004 para o Real Zaragoza por 3 a 2, levando o gol decisivo na prorrogação.

    De lá para cá, houve momentos decepcionantes no torneio, como as eliminações precoces diante do Unión e do Alcorcón (nas 16 avos de final). Ambas as equipes estavam na Segunda Divisão B da Espanha na época. O ‘Alcorconazo’ é lembrado até hoje, pois se tratava de um novo Real Madrid, que almejava todos os títulos sob o comando do chileno Manuel Pellegrini.

    É dizer: Quatro anos sem passar das oitavas. Antes de Unión e Alcorcón, os ‘algozes’ foram Mallorca e Betis. O último título, porém, só foi conquistado na temporada 1992/1993, em outra final contra o Real Zaragoza.

    Ao longo deste tempo, o grande rival Barcelona continuou apostando no torneio. Os catalães ergueram o troféu 25 vezes (contra 17 do Real Madrid).

    Apesar de ter menos títulos, o time merengue é o que mais vezes chegou à final: 37, contando a de 2011. 6 delas foram contra o Barcelona; confira as 5 últimas:
    • 1990 | Barcelona 2-0 Real Madrid (Luis Casanova).
    • 1983 | Barcelona 2-1 Real Madrid (La Romareda).
    • 1974 | Real Madrid 4-1 Barcelona (Calderón).
    • 1968 | Barcelona 1-0 Real Madrid (Bernabéu).
    • 1936 | Real Madrid 2-1 Barcelona (Mestalla).
    Agora, em 2011, com José Mourinho sob o comando e com jogadores como Özil, Di María e Cristiano em campo, o Real Madrid volta a sonhar com o título da Copa.

    O treinador português, campeão em todos os lugares que passou, perdeu a primeira batalha no Camp Nou pela La Liga e viu a equipe catalã disparar na tabela.

    Se ‘Mou’ não esquece a derrota de 5 a 0 no 1° turno, o Barcelona também não esquece a eliminação na Champions pela Inter de Mourinho.

    A grande decisão entre Real Madrid e Barcelona na primeira temporada da 'Era Mou' na Espanha, no entanto, não será nem pelo campeonato espanhol e nem pela Champions. A Copa del Rey será a protagonista após mais de duas décadas e poderá ser um novo marco para os dois clubes.

    O Barcelona buscará a consolidação; o Real Madrid, o renascimento.

    Real Madrid 2-0 Sevilla.

    Em partida válida pela semifinal da Copa del Rey (jogo de volta), o Real Madrid recebeu o Sevilla no Santiago Bernabéu com a vantagem de poder jogar pelo empate para ir à final da competição (ida: 0-1); Adebayor estreou diante de sua torcida com gol.

    A genialidade de Özil decidiu a partida; Adebayor sacramentou.

    Mourinho escalou o time inicial assim: Casillas; Ramos, Albiol, Carvalho, Arbeloa; Xabi, Khedira; Di María, Özil, Cristiano Ronaldo e Benzema.

    Apesar de não ter Marcelo novamente (por gripe), ‘Mou’ voltou a contar com Xabi Alonso na criação. Logo aos 4min, o time madridista chegou com perigo e Di María acertou a trave em um chute de fora da área. Benzema pegou o rebote e por pouco não abriu o placar.

    Dominando o meio de campo e mais perigoso na partida, o time blanco aproveitou a vantagem do empate e impôs um ritmo tranqüilo de jogo, mas levou um baita susto aos 10min, quando Negredo, impedido, recebeu em profundidade e marcou um golaço por cobertura (o gol foi corretamente anulado).

    Aos 16min, um novo susto: Albiol tentou afastar a bola de dentro da área e quase mandou para o próprio gol. Mas por parte do Sevilla foi só (no primeiro tempo).

    O Real Madrid ainda teve uma boa chance aos 30min, em uma triangulação entre Benzema, Di María e Cristiano, onde o português saiu de frente com goleiro e chutou em cima do mesmo, desperdiçando a melhor jogada da primeira etapa.

    No segundo tempo, os madridistas viram o Sevilla buscando a vitória e apertaram a marcação, mas demoraram a encontrar fluidez no jogo. Apenas aos 67min a torcida pôde vibrar com um lance perigoso, num contra-ataque com Ramos, que sobrou para Di María chutar forte e o goleiro espalmar para longe.

    Com o ‘trio de ouro’ mais ligado em campo, as oportunidades foram aumentando com o passar dos minutos e só faltou o remate final para decidir o confronto.

    O Sevilla, no entanto, ficou mais perigoso a partir dos 70min quando L. Fabiano entrou e voltou a assustar, mas a estrela do craque Özil voltou a brilhar e deu tranqüilidade ao Real Madrid. O camisa ‘23’ recebeu belo passe em profundidade de Khedira, ficou cara a cara com o goleiro, o driblou com categoria e abriu o placar. Na comemoração, beijou o escudo do clube.

    Após o gol, ‘Mou’ colocou Adebayor no lugar de Benzema. Assim que entrou, sofreu falta de Sánchez e viu o mesmo deixar o campo por ter recebido dois cartões amarelos.

    Com um homem a mais e com a vantagem de gols, o Real Madrid só precisou administrar o resultado até o apito do juiz. Granero ainda entrou aos 87min no lugar de Di María e Lass aos 91min no lugar de Khedira para fechar a vitória.

    A partida já havia acabado para todos, menos para Adebayor. O novo atacante madridista recebeu dentro da área aos 93min, matou no peito e chutou forte, marcando um gol de 'matador'. Uma excelente estréia do jogador togolês, que agradou a torcida.

    Gols de Özil e Adebayor.

    O Real Madrid chega à final da Copa del Rey, algo que não acontece desde a temporada 2003/2004. A decisão acontecerá em abril contra o rival Barcelona.

    Sevilla 0-1 Real Madrid.

    Em partida válida pela semifinal da Copa del Rey (jogo de ida), o Real Madrid visitou o Sevilla no estádio Sánchez Pizjuán e teve uma difícil batalha frente Navas, Fabiano (entre outros), num jogo que deu tranqüilidade para a volta no Bernabéu.

    Benzema e Mourinho após o francês marcar o gol da vitória.

    Mourinho escalou o time inicial assim: Casillas; Ramos, Albiol, Carvalho, Arbeloa; Xabi Alonso, Khedira, Lass; Özil, Cristiano Ronaldo e Benzema.

    Poupando Di María e Marcelo, ‘Mou’ apostou numa formação com três volantes para iniciar o confronto. O Sevilla começou bem, passando os primeiros 10min no campo de ataque. Os madridistas souberam defender, mas tiveram dificuldades em contra-atacar.

    Com toques de bola no setor defensivo e no meio de campo, o time blanco tentou encontrar brechas na defesa adversária. Mas foi num contra-ataque, aos 16min, que o Real Madrid deu o primeiro chute a gol, o suficiente para abrir o placar com Benzema em uma ótima jogada do francês (0-1).

    Após o gol, o Real Madrid se portou melhor em campo e buscou novas ocasiões para aumentar o marcador, obrigando o Sevilla a explorar jogadas em contra-ataque. A partir dos 30min, o jogo ficou tenso e bem disputado, com as duas equipes tendo oportunidades para marcar.

    Aos 35min, Cristiano e Özil mostraram habilidade e iniciaram um contra-ataque perigoso, que por pouco não sobrou nos pés de Benzema dentro da área. O português ainda teve uma chance de falta nos minutos seguintes e o jogo acalmou no fim da primeira etapa, devido algumas paralisações entre faltas e escanteios.

    Nos acréscimos, veio o lance mais incrível da partida, quando Luis Fabiano ganhou dos zagueiros madridistas em linha, tirou de Casillas, bateu para o gol e Albiol surgiu, caindo, tirando a bola em cima da linha e salvando o Real Madrid.

    No segundo tempo, Mourinho mudou a formação colocando Marcelo no lugar de Lass. Aos 58min, o brasileiro deu um passe genial para Özil desde a intermediária até o campo ofensivo, mas o goleiro da casa tirou com os pés. No rebote, Xabi tentou por cobertura do meio de campo e quase acertou o gol.

    Aos 67min, ‘Mou’ colocou Di María no lugar de Benzema e a equipe merengue ganhou tranqüilidade em campo, quase chegando ao segundo com uma bicicleta dentro da área de Sergio Ramos.

    Aos 79min, Cristiano e Özil proporcionaram o gol ‘mais perdido’ dos últimos jogos, se atrapalhando na hora do remate final e vendo a zaga se livrar do perigo. Após o lance, ‘Mou’ deu um descanso para o alemão (que ainda fez algumas grandes jogadas antes de sair) e colocou Granero em campo.

    Aos 87min, no entanto, Negredo teve a chance do empate em seus pés. Para sorte dos madridistas, chutou para fora. Foi a última tentativa do Sevilla.

    Gol de Benzema e lance polêmico de Fabiano.

    O Real Madrid conquista um bom resultado fora de casa e já pensa no jogo de domingo (também fora de casa), quando visita o Osasuna pela La Liga.

    Aniversário: Mourinho completou hoje 48 anos de vida.

    Adebayor, o '9' do Real Madrid.

    Emmanuel Adebayor é o mais novo contratado do Real Madrid e o atacante que José Mourinho tanto buscou desde a pré-temporada. No início, a idéia do treinador era ter uma alternativa para Higuaín e Benzema, mas com a operação do argentino, a necessidade passou a ser a busca por um ‘9’ no ataque blanco.

    Adebayor e Cristiano quando ambos jogavam na Inglaterra.

    Mourinho e Adebayor já se cruzaram em outrora. Apesar de o togolês ter se destacado e ganhado nome na Premier League, foi na França que deu os primeiros passos. Em 2001, foi promovido ao time principal do Metz e por lá jogou mais dois anos, até que foi contratado pelo Mônaco. E, em sua primeira temporada na ex-equipe de Fernando Morientes, chegou à final da Champions. Porém, tinha o Porto em seu caminho e o time português foi o campeão com os madridistas Mourinho e Carvalho.

    No Mônaco jogou por mais duas temporadas, até que, enfim, chegou à Inglaterra, graças ao interesse de Arsène Wenger. Na época, o Arsenal já não podia contar com Kanu e o técnico do time inglês pensou em Adebayor como o substituto.

    Em seu primeiro ano, jogou a sua segunda final de Champions. Não foi campeão, mas mostrou o seu valor e anotou quatro gols no torneio; nas três temporadas e meia que vestiu a camisa do Arsenal, marcou 62 gols. Além disso, foi eleito o melhor jogador africano de 2008, tornando-se o único togolês a alcançar este feito.

    Após esta etapa nos “gunners”, Adebayor chegou ao Manchester City em 2009. Em sua primeira temporada, marcou 14 gols. Na temporada atual, no entanto, jogou pouco: apenas 13 vezes. Mesmo assim balançou as redes em 5 ocasiões.

    Na seleção, liderou o seu país na primeira classificação de Togo para a Copa do Mundo na história. Foi em 2006. Nas eliminatórias africanas, marcou 11 gols. Apesar deste feito, deixou a seleção em 2010, após ter sido vítima de um ataque terrorista junto com os seus companheiros. Na ocasião, um grupo rebelde angolano atacou covardemente o ônibus da seleção togolesa, matando o motorista e ferindo dois jogadores. No dia seguinte, Togo abandonou o torneio (Copa das Nações Africanas).


    Adebayor chega ao Real Madrid com 26 anos, após ter marcado 81 gols em sua passagem na Inglaterra. Com os seus 1,92m, tentará mostrar a sua qualidade para se firmar no time titular de Mourinho e lutar pelos títulos da Liga, Copa e Champions.

    Seja bem-vindo, Adebayor.

    Atlético de Madrid 0-1 Real Madrid.

    Em partida válida pelas quartas de final da Copa del Rey (jogo de volta), o Real Madrid visitou o Atlético de Madrid no estádio Vicente Calderón com a vantagem de poder perder por um gol de diferença para avançar às semifinais (ida: 3-1).

    Cristiano marcou no Bernabéu e no Calderón.

    Mourinho escalou o time inicial assim: Casillas; Arbeloa, Ramos, Carvalho, Albiol, Marcelo, Xabi Alonso, Khedira, Di María, Özil e Cristiano Ronaldo.

    Com três centrais e sem Benzema, o Real Madrid perdeu um pouco do poder ofensivo e encontrou dificuldades nas saídas de bola no início da primeira etapa. Vendo o time da casa melhor em campo, os madridistas tentaram explorar alguns contra-ataques rápidos e lançamentos longos, mas a formação do time blanco não estava funcionando.

    Até os 23min, quando no primeiro ataque perigoso do Real Madrid saiu o gol: Xabi tocou para Ramos na ponta direita e o segundo capitão serviu Cristiano dentro da área. O português pegou de primeira e abriu o marcador (0-1) com um chute no ângulo.

    Após o gol, o time merengue tomou o controle da partida e deixou o Atlético nervoso. Já sem Agüero (lesionado), os atleticanos perderam Reyes no decorrer do jogo e viram praticamente impossível uma reação com três ou quatro gols.

    Cristiano Ronaldo se destacou no ataque e foi o responsável pelas jogadas mais bonitas da partida. Aos 45min, deu um passe de calcanhar para Di María dentro da área. O argentino quase marcou.

    No segundo tempo, o Atlético buscou a reação, mas Casillas deu segurança à equipe merengue. Com o passar dos minutos, o jogo ficou morno, devido ao placar agregado. ‘Mou’, então, colocou Granero no lugar de Di María aos 68min, Kaká no lugar de Özil aos 74min e Gago no lugar de Khedira (machucado) aos 80min.

    Sem mais perigo, os madridistas só precisaram esperar o tempo passar.

    Golaço de Cristiano Ronaldo.

    O Real Madrid chega às semifinais da Copa del Rey e tem pela frente o Sevilla, que despachou o Villarreal. No entanto, os madridistas já precisam pensar na partida de domingo, quando recebem o Mallorca no Bernabéu pela La Liga.

    Os 14 intocáveis de Mourinho.

    Após o término do primeiro turno do campeonato espanhol, nos deparamos com dados interessantes acerca dos minutos jogados pelo elenco do Real Madrid sob o comando de José Mourinho na primeira metade da temporada 2010/2011.

    O onze de gala do Real Madrid de Mourinho.

    28 madridistas estiveram em campo, mas 14 deles jogaram praticamente 90% dos minutos na La Liga (19 jogos), Copa del Rey (5 jogos) e Champions (6 jogos).

    Mourinho confia em um grupo fechado. Não gosta da idéia de rotações. Teve sucesso com este tipo de esquema no Chelsea e na Inter; repete a postura em Madrid, com uma lista encabeçada pelos incansáveis Iker Casillas e Cristiano Ronaldo, mas sabe que será inevitável alternar a partir da segunda metade da temporada.

    Jogadores habilidosos e titulares absolutos como Di María (faz uma maratona por jogo) e Özil – entre outros – não estão preparados fisicamente para tamanha carga, precisam de descanso, caso contrário estarão esgotados nos meses finais.

    Um caso a parte é Higuaín, que certamente estaria perto de Xabi e Marcelo, ou até mesmo de Iker e Cristiano, se não fosse pela lesão que o afastou dos gramados desde o Camp Nou. Mesmo assim, é o 12° que mais atuou.

    Jogadores das bases, porém, precisam de mais minutos, mas não encontram muitas oportunidades; confira abaixo os números dos madridistas e comente sobre os minutos jogados até esta metade de temporada:
    1. Cristiano Ronaldo 2.526.
    2. Iker Casillas 2.520.
    3. Marcelo 2.338.
    4. Xabi Alonso 2.283.
    5. Ricardo Carvalho 1.927.
    6. Di María 1.927.
    7. Mesut Özil 1.891.
    8. Sergio Ramos 1.889.
    9. Pepe 1.862.
    10. Sami Khedira 1.833.
    11. Álvaro Arbeloa 1.661.
    12. Gonzalo Higuaín 1.379.
    13. Karim Benzema 1.257.
    14. Lass Diarra 1.078.
    15. Raúl Albiol 792.
    16. Pedro León 563.
    17. Esteban Granero 540.
    18. Sergio Canales 332.
    19. Mahamadou Diarra 312.
    20. Kaká 156.
    21. Adán 135.
    22. Ezequiel Garay 107.
    23. Fernando Gago 101.
    24. David Mateos 79.
    25. Dudek 45.
    26. Juanfran 20.
    27. Pablo Sarabia 18.
    28. Álvaro Morata 16.

    Granero, a alternativa de Mourinho.

    Esteban Granero era jogador das bases do Real Madrid. Partiu em busca de minutos e ganhou experiência no Getafe. Em 2009, voltou ao time merengue com o sonho de triunfar naquela que era a sua casa, acreditando ser a oportunidade da sua vida.

    Momento do gol de Granero contra o Almería; assista.
    Com Pellegrini, jogou a maioria das partidas como titular e, inclusive, marcou o primeiro gol da pré-temporada sob o comandado do chileno. Com o passar do tempo, no entanto, Granero sofreu altos e baixos e não teve um bom final de temporada.

    Surgiu, então, Mourinho. Vieram novas contratações. Pensava-se que dificilmente o ‘pirata’ teria espaço com a vinda de Özil, Canales, León, Khedira & Cia. Teve menos minutos comparados a temporada anterior. Bem menos. Mas por incrível que se pareça, se destacou mais.

    Nos treinos, sempre disposto; no campo, à espera de uma chance. Mourinho o conheceu bem na partida contra o Levante (8-0). Granero formou com Xabi Alonso a dupla de volantes da equipe de ‘Mou’. Jogou bem e agradou. Não só o treinador, mas a torcida, que começou a acreditar que ele poderia ser o titular no lugar de Khedira.

    Granero não é um meio de campo. É um jogador versátil, que pode se adaptar onde for necessário. Jogador de equipe. Com Mourinho ao seu lado, aconteceu o que acontece com a maioria dos jogadores que trabalham com o português: ganhou confiança.

    Após este jogo, Granero ganhou novo papel no esquema e tornou-se uma alternativa para momentos difíceis. Na última rodada do primeiro turno da La Liga, ‘Mou’ o colocou em campo no momento em que o Real Madrid estava perdendo para o Almería. Era a última cartada. Granero entrou e foi o herói blanco, marcando o gol de empate (1-1).

    O placar não foi bom para o time blanco, mas serviu para extrair boas coisas da equipe. Granero foi a principal delas. Vestiu a camisa e foi o nome do jogo.

    Vestindo a ‘11’, Granero segue trabalhando para aproveitar as oportunidades. Não é titular e nem precisa ser. Ao olhar para o banco, Mourinho tem uma boa alternativa.

    Real Madrid 3-1 Atlético de Madrid.

    Em partida válida pelas quartas de final da Copa del Rey (jogo de ida), o Real Madrid recebeu o Atlético de Madrid no Santiago Bernabéu para o melhor derbi dos últimos anos, que deu tranqüilidade para a volta no Vicente Calderón.

    O Real Madrid venceu o derbi de virada; Cristiano decidiu.

    Mourinho escalou o time inicial assim: Casillas; Arbeloa, Ramos, Carvalho, Marcelo; Xabi, Khedira, Di María, Özil, Cristiano Ronaldo e Benzema.

    O jogo começou complicado. O Atlético colocou o time para frente e não se intimidou. Logo aos 6min, em um lance polêmico (possível impedimento), Reyes serviu Kun e a bola sobrou para Forlán dentro da área. O uruguaio só teve o trabalho de empurrar para o gol e abrir o placar (0-1).

    Cristiano (principalmente), Özil e Di María criaram jogadas e tiveram a chance de empatar, mas a sorte bateu para os visitantes. A partir dos 10min, as duas equipes levaram perigo às áreas adversárias, deixando a partida eletrizante. Aos 13min, então, Di María cobrou escanteio e Ramos subiu bem, igualando o marcador (1-1).

    Com o empate, os madridistas apertaram a marcação, mas com a preocupação de não levar contra-ataques rápidos com Forlán, Kun, Reyes e Juanfran. O argentino causou perigo e a torcida rival chegou a reclamar de um possível pênalti de Ramos em Agüero.

    A partir da metade da primeira etapa, o time merengue quase virou o marcador em algumas oportunidades: Carvalho teve boa chance de cabeça dentro da área e De Gea salvou o Atlético; Di María chutou forte de fora da área e o goleiro espalmou; Cristiano fez boa jogada individual e chutou forte diagonal, obrigando o guarda-metas a fazer outra defesa.

    Aos 36min, Xabi serviu Di María na entrada da área e o argentino chutou cruzado. Por detalhe Benzema não pegou o rebote de outra grande defesa de De Gea. No fim da primeira etapa, o ‘Mou team’ conseguiu controlar a partida.

    No segundo tempo, o equilíbrio tomou conta da partida mais uma vez. ‘Mou’, então, colocou Kaká no lugar de Benzema. O brasileiro foi bem aplaudido, enquanto o francês recebeu algumas vaias por parte da torcida.

    Aos 59min, no entanto, foi o Atlético que chegou com perigo, obrigando Casillas a salvar a equipe e ver o chute de Forlán acertar a trave. Desta vez a sorte veio para o lado blanco e a estrela de Cristiano Ronaldo brilhou: Aos 60min, a bola sobrou dentro da área após belo lance de Özil e o português apareceu de carrinho, virando o jogo de forma épica (2-1).

    Na frente do placar, o time merengue retomou o controle. A partir dos 70min, o Atlético só pôde resistir. O Real Madrid buscou o terceiro gol até o fim, visto que o gol fora de casa do Atlético poderia fazer diferença no dia 20. E chegou ao terceiro aos 90min, com Özil, numa jogada de habilidade, que também contou com a sorte (3-1). Em seguida, o craque alemão saiu para a entrada de Gago. A torcida o aplaudiu e festejou.

    Vídeo com os melhores momentos e gols da partida.

    O Real Madrid conquista uma grande vitória no derbi e já pensa no jogo de domingo, quando visitará o Almería pela 19° rodada da La Liga.

    Cinco anos depois, de volta às quartas de final.

    Após passar pelo Levante nas oitavas de final da Copa del Rey com o placar agregado de 8 a 2 (8-0 na ida e 2-0 na volta), o Real Madrid voltou às quartas de final da competição. A última vez tinha sido há cinco anos, quando o time blanco chegou às semifinais na temporada 2005/2006.

     O Real Madrid passa de fase após vencer por 8 a 2 no agregado.

    De lá para cá, houve momentos decepcionantes no torneio, como as das últimas duas temporadas, com as eliminações precoces diante do Unión e do Alcorcón (nas 16 avos de final). Ambas as equipes estavam na Segunda Divisão B da Espanha na época das eliminações.

    É dizer: Há quatro anos o Real Madrid não passava das oitavas. Antes de Unión e Alcorcón, os ‘algozes’ foram Mallorca e Betis. A mais triste, entretanto, foi na temporada 2008/2009, quando o Unión eliminou o Real Madrid. “Mais triste” por que foi neste confronto que Rubén de la Red desmaiou e jogou a sua última partida como jogador do Real Madrid.

    Agora, o Real Madrid tem pela frente o Atlético de Madrid. Os madridistas precisam passar pelo derbi para chegar às semifinais e sonhar em voltar à final da competição, algo que não acontece desde a temporada 2003/2004, quando o conjunto blanco perdeu para o Zaragoza por 3 a 2.

    Confira as eliminações do Real Madrid nos últimos cinco anos:
    • 09/10: Alcorcón (derrota por 4-0 fora e vitória por 1-0 em casa).
    • 08/09: Unión (derrota por 3-2 fora e vitória por 4-3 em casa).
    • 07/08: Mallorca (derrota por 2-1 fora e derrota por 0-1 em casa).
    • 06/07: Betis (0-0 fora e 1-1 em casa).
    • 05/06: Zaragoza (derrota por 6-1 fora e vitória por 4-0 em casa).
    O Real Madrid quer o título este ano. A última vez que o troféu da Copa do Rei foi erguido pelos merengues foi na temporada 1992/1993.

    Levante 2-0 Real Madrid.

    Em partida de volta das oitavas de final da Copa del Rey, o Real Madrid visitou o Levante no estádio Ciudad de Valencia para um jogo tranqüilo em termos de classificação (8-0 no Santiago Bernabéu) e ruim em termos de resultado (segunda derrota do time de Mourinho). A novidade foi a estréia de Gago na temporada (em grande estilo, como capitão), além do retorno de Canales aos gramados e a presença de três ‘canteranos’ no banco (Juanfran, Morata e Pacheco); Adán e Mateos foram titulares.

    Fernando Gago se recuperou de lesão e retornou como capitão.

    Mourinho escalou o time inicial assim: Adán; Mateos; Carvalho, Garay, Arbeloa; Gago, Khedira, Pedro León, Granero, Canales e Benzema.

    Preservando titulares como Casillas, Cristiano, Özil & Cia, ‘Mou’ montou um time totalmente alternativo para encarar um time bem diferente do que foi na rodada de ida. Logo no começo de 2011, o Levante quase arrancou um empate do Barcelona no Camp Nou pelo campeonato espanhol, mostrando ter aprendido com a derrota por 8 a 0 contra o Real Madrid.

    Com a vantagem nas mãos, os madridistas iniciaram a partida dominando um meio de campo comandado pelos espanhóis Granero, León e Canales. O Levante, por sua vez, buscou surpreender com contra-ataques perigosos. Aos 10min, o time da casa teve a primeira chance do jogo, numa jogada individual de Suárez. Adán fez boa defesa.

    Com o passar dos minutos, a partida foi ficando tensa (resultado de um ‘mal-estar’ que começou desde o início da semana, quando os jogadores do Levante reclamaram de atos de “soberba” por parte de alguns madridistas). Apesar de bons toques e jogadas ofensivas, o Real Madrid não teve nenhum lance perigoso na primeira etapa.

    No segundo tempo, a equipe ficou mais agressiva e chegou mais perto do gol. Pepe substituiu Carvalho. Aos 55min, ‘Mou’ colocou Kaká no lugar de Benzema. Aos 60min, no entanto, o árbitro deu pênalti numa bola na mão de Gago. O time da casa aproveitou e abriu o placar com Xisco. Após o gol, o Levante chegou algumas vezes com perigo e quase aumentou o marcador.

    Aos 69min, Mateos precisou sair por lesão e Juanfran entrou em seu lugar. Como foi a terceira substituição, Morata não pôde jogar. O Real Madrid ficou sem atacante até o final da partida. A única chance de empate veio de um remate de cabeça de Kaká no fim do jogo, mas a bola explodiu na trave. O Levante, no entanto, não parou e marcou outro gol de bola parada. Desta vez, de falta, por Sergio, aos 85min. Uma cobrança perfeita.

    O resultado não agradou Mourinho, já que apesar do agregado ter ficado 8 a 2, foi a segunda derrota do time merengue na temporada.

    Podendo perder o jogo por 7 a 0, foi incompreensível ver jogadores como Carvalho, Pepe e Benzema em campo. O francês principalmente, visto que seria a chance de ouro de Morata jogar vários minutos. Mas é assim que funciona em Madrid, infelizmente. Dificilmente o time terá outro jogo na temporada com tanta vantagem para testar os jovens das bases. E em jogo importante, os meninos só entram por um milagre.

    Vídeo com os melhores momentos e gols da partida.

    O Real Madrid se prepara agora para estrear no Bernabéu em 2011. Será no domingo, contra o Villarreal. A briga pela liderança da La Liga segue firme.

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